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35 funcionários da Disney presos por abuso sexual de menores

disney_ok_639x300No passado dia 15 de Julho a CNN divulgou uma investigação desenvolvida durante seis meses, onde averiguou registos de polícia e dos tribunais sobre casos de abuso sexual de menores com funcionários da DisneyWorld, o famoso parque temático (Florida, EUA). Foram também entrevistados agentes da autoridade e alguns dos detidos (ver vídeo).

A investigação remonta ao ano de 2006, e desde então foram detidos 42 funcionários de parques temáticos, sendo a sua maioria da DisneyWorld – 35 pessoas – , dois da Seaworld e cinco do Parque Temático Universal Studios. Do total dos apreendidos, 32 foram efectivamente condenados a pena de prisão, os restantes têm os processos a decorrer. De referir que neste mês de Julho, foram apreendidas 16 pessoas. Os funcionários dos parques temáticos exerciam funções muito distintas, como seguranças, um guia turístico, um animador, empregados de lojas de presentes, empregados de manutenção e inclusive um pastor.

Nenhuma das acusações tem por vítimas crianças ou jovens que visitavam o parque, mas sim solicitação de menores (para práticas de abuso sexual) e pornografia infantil com menores que estes predadores sexuais criavam contato on-line. Em apenas dois dos casos a acusação ocorreu nas instalações da Disney, ambos referentes a pornografia infantil.

Num comunicado à CNN, a porta-voz da Disney – Jacquee Wahler – afirmou: “Proporcionar um ambiente seguro para as crianças e famílias é uma responsabilidade que levamos muito a sério. Nós temos vastas medidas implementadas no lugar, incluindo inquérito pessoal e investigação de antecedentes criminais, bem como monitorização dos computadores e firewall”.

Uma das medidas defendidas por várias entidades no combate ao abuso sexual de menores por trabalhadores, é o uso do polígrafo nas entrevistas de profissionais que trabalham com menores de idade, porém o congresso, a sociedade civil e defensores da liberdade cívica tomam esta prática como ilegal.

A Disney assegura que os seus parques temáticos são seguros e que estas detenções são uma ínfima parte do total dos trabalhadores: apenas um centésimo de um por cento do total de 300 mil funcionários.

Sendo obviamente enorme a responsabilidade pela proteção dos menores das entidades patronais, a família tem também um papel fundamental no esclarecimento e proteção das suas crianças, nomeadamente do uso correto, consciente e cauteloso deste mundo virtual que se pode tornar tão perigoso. Recomendo uma das Associações que tem um papel importantíssimo na prevenção e uso assertivo da internet: o Projecto Miúdos Seguros na Net (facebook). Informação e controlo parental são as armas mais eficazes no combate ao crime cibernáutico contra menores.

Fontes: CNN (com vídeo)

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Turismo sexual infantil virtual

l-image-virtuelle-de-la-fillette-baptisee-sweetie-par-l-ong_359674_516x343Foi ontem entregue à Interpol o vídeo da investigação desenvolvido pelos investigadores da Organização Não Governamental [ONG] Terre des Hommes, uma rede internacional de dez organizações que trabalham em prol dos direitos da criança e promovem um desenvolvimento equitativo sem qualquer discriminação de etnia, religião, política, cultura ou género.

Em 2 meses e meio os investigadores da Terre des Hommes identificaram mil adultos – entre os quais 3 portugueses –  que estavam dispostos a pagar para terem sexo virtual com o que pensavam ser uma menina filipina de 10 anos de idade. Mas Sweetie, seu nome, não era mais que uma criança virtual, criada pelos investigadores com o objetivo de localizar estes criminosos e sensibilizar as entidades competentes para a facilidade com que é possível concretizar a sua identificação. Ao todo e neste período de tempo Sweetie foi contatada por 20 mil homens!

O FBI estima que, em dado momento, estejam online 750 mil pedófilos (!) simultaneamente e que nas Filipas apenas, dezenas de milhares de crianças – muitas delas com apenas seis anos de idade – sejam vítimas deste tipo de abuso sexual. Contudo, em vez de termos milhares e milhares de condenações, apenas foram encontrados seis casos de acusação contra estes abusadores. As crianças não fazem queixa na polícia e é um tipo de crime muitíssimo difícil de provar, pelo que a Terre des Hommes usou uma criança virtual – Sweetie – nas salas de conversações virtuais. Os abusadores, aos conversarem com a “criança” iam facultando alguns dados pessoais, que permitiu aos investigadores rastrearem a sua localização. Obtiveram, através de Sweetie, o nome, o perfil de facebook, fotografias, número de telefone,…

Agora a Terre des Hommes solicita a colaboração de cada um de nós na sua investigação proactiva para que outros tantos milhares de predadores sexuais virtuais sejam localizados. Basta assinar a sua petição como forma de pressão a todos os governos tomarem uma posição mais firme. Os investigadores afirmam algo tão simples quanto isto: se eles conseguiram detetar 1.000 predadores sexuais em dois meses imaginem quantos milhares conseguirão as forças policiais por ano!

Eu já assinei, assine também a petição AQUI

Vídeo da Terre des Hommes:

Fontes: Jornal Público, Terre des Hommes

Comunicado de imprensa da ONG: link e a sua investigação aqui

 

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