O Papa Francisco decretou esta semana a criação de uma comissão de luta contra o abuso sexual de menores na igreja.
Esta comissão vai ser composta por peritos – religiosos e laicos – cuja missão ainda não foi divulgada, porém sabe-se que vai envolver a elaboração de códigos de conduta para clérigos e outros responsáveis da igreja, melhorar o sistema de avaliação de potenciais padres, estruturar formas de apoio as vítimas e formas de uma melhor e efetiva coordenação com as autoridades civis.
Esta é a primeira iniciativa do Papa Francisco em resposta à crise que a igreja católica atravessa, como consequência das acusações que o Vaticano nada tem feito para proteger as crianças do abuso sexual nem penalização dos abusadores.
Sobre esta iniciativa do Papa Francisco, David Clohessy – Diretor da SNAP (Rede de Sobreviventes dos que foram Abusados por Padres) afirma que a nova comissão não tem qualquer significado (…) É como dar um penso rápido minúsculo a um doente com cancro em fase terminal. Clohessy alega que as correções de uma instituição devem ter origem externa, e que devem, na prática, ser mais do que comissões ou estudos (fonte) e que a única forma de efetivamente se protegerem as crianças seria a igreja punir os bispos negligentes e obrigá-los a divulgar os nomes dos molestadores (fonte)
A declaração encontra-se disponível aqui.
Fontes: Jornal Publico, Jornal de Notícias , Agência Reuters