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Mãe castiga filho com picante e duches frios

30 Ago

Foi esta semana noticiado mais um caso de maus tratos contra uma criança, em forma de “castigos corporais”, desta feita nos Estados Unidos da América.

Este caso tem contudo contornos quase macabros. Não só pelos castigos aplicados por esta mãe ao seu filho de seis anos de idade mas também pela forma como estes foram conhecidos: foi a própria mãe, a senhora Jessica Beagley que enviou para o famoso programa televisivo “Dr. Phil”, um vídeo caseiro, demonstrando como castiga o seu filho. Esses castigos ocorriam quando a mãe tinha conhecimento que a criança tinha algum problema escolar. Assim, para saber o que tinha acontecido, a mulher coloca molho picante na língua do menino até ele contar o que se passou, seguindo de duches de água fria. Apenas após a criança confessar o que havia feito o “castigo” terminava.

Após o visionamento do vídeo, espetadores de todo o mundo contataram a produção do programa exigindo justiça para a criança. Assim, a mulher – que adotou a criança e sua irmã gémea há dois anos – enfrenta agora uma pena de prisão de 1 ano e pagamento de multa no valor aproximado de 10 mil euros. O advogado da família garante que o consulado russo tem efetuado visitas domiciliárias periódicas e estão “satisfeitos” com as alterações do ambiente familiar. Inclusive a família tem acompanhamento de um terapeuta do próprio programa televisivo.

Na notícia divulgada no jornal Expresso, a psicóloga clínica Catarina Moisão afirma que “este tipo de castigo não é aceitável” e que estamos ” perante uma mãe abusadora, controladora, que reprime a criança a um nível extremo, levando a que no futuro ela viva sob medo intenso”.

Subscrevo incondicionalmente as palavras da Dr.ª Catarina Moisão e o fato de defender que o acolhimento institucional, neste caso poderia ser a melhor solução pois, segundo afirma “esta mãe está convencida de que aquilo que faz é o correto. Para ter este orgulho em filmar os castigos, certamente terá feito o mesmo à filha que grava as imagens.”

Dificilmente os comportamentos são alterados por vontades e crenças externas ao próprio; dificilmente as práticas educativas desta mulher serão alteradas apenas porque tal lhe é imposto. Como refere e muito bem a Dr.ª Catarina Moisão: “aliás, é impressionante ver que a criança que filma nem sequer treme a câmara, o que significa que está muito habituada a este género de imagens, que certamente terão acontecido na sua própria infância”, ou seja, os maus tratos mostrados no vídeo poderão não ser um ato isolado ou uma prática dirigida apenas a esta criança, mas sim o perfil educativo desta família.

Acrescento que a par dos maus tratos físicos que esta mulher inflige a esta criança são acompanhados de maus tratos psicológicos severos: não só pelo medo aterrador que a criança demonstra a esta mulher, mas também por ter sido publicamente humilhada pela mesma, ao ver as suas punições serem exibidas mundialmente!

Link para o artigo e vídeo

 

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