Já aqui no blog publiquei um artigo apresentando um manual publicado pela Câmara Municipal de Cascais e do Fórum Municipal de Cascais, o Manual para Educadores de Infância – Crianças expostas à violência doméstica, conhecer e qualificar as respostas da comunidade (link do artigo).
Apresento hoje uma publicação similar, mas desta feita dirigida à classe docente (fazendo a ressalva que os educadores de infância se incluem nesta classe). A publicação intitula-se Manual para docentes – crianças e jovens expostos à violência doméstica, conhecer e qualificar as respostas da comunidade.
Este manual é em tudo semelhante ao anterior, mas totalmente adaptado ao seu público alvo: crianças e jovens em idade escolar.
Tal como no anterior, encontramos neste manual a pertinência da temática, suas definições e dados estatísticos em Portugal (reportando ao ano de 2008). É-nos depois apresentado o impacto que este fenómeno tem nas crianças e jovens que o testemunham, incluindo os sinais mais comuns que estas vítimas (indiretas) apresentam e que a classe docente deve estar atenta; e as formas mais corretas de agir perante as alterações comportamentais dos seus alunos. O manual apresenta ainda algumas diretrizes para @ docente apoiar a criança/jovem em caso de revelação e os procedimentos que deve seguir para sinalizar a questão à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
Numa última parte, o manual apresenta algumas estratégias de planificação da segurança do menor e da prevenção da violência em contexto escolar, nomeadamente através de parcerias entre a escola e a comunidade.
Este manual, tal como o anterior, aborda a questão da violência doméstica de forma superficial, mas apresenta os aspetos “chave” para os quais @s profissionais que trabalham com crianças, em particular a classe docente, deve estar atento e ter conhecimento. Excelente iniciativa!
A violência doméstica é um fenómeno (crime) de enorme complexidade, e que dificulta bastante a intervenção junto da família, nomeadamente da pessoa agredida e da criança/jovem. Assim, é de enorme importância a sua sinalização às entidades competentes no âmbito da proteção de menores, nomeadamente a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens territorial.
Pode fazer o download do manual aqui
